Qual é a escola que
você quer enquanto professor? Essa pergunta deve ser respondida de acordo com a
própria experiência? Ou deve ser respondida pelos relatos que a gente escuta?
Pelo sim, pelo não, é interessante pensar nas duas possibilidades, tentando
sintetizá-las. As duas precisam ser abordadas tratando da relação professor
aluno e aluno professor.
O estudante de escola
pública tem experiências diversas. Ele vivencia estratégicas didáticas
distintas, que variam de acordo com o professor. Há docentes que querem ser
mais dinâmicos, eles propõem seminários, peça teatral, produção textual etc.
Outros são mais tradicionais, utilizam muito o quadro para explicar e passar os
exercícios. Esses mediadores de conhecimento possuem algo em comum, porque
ambos são irritados e “estressados”. Eles dão longos sermões, falam de suas
conquistas e de suas superações. Diante das duas formas de ministrar a aula, a
abordagem mais dinâmica marca mais o aluno, ela quebra a rotina. Então, as
peças teatrais, a roda de leitura, a produção textual são estratégias mais
interessante, despertam a atenção do aluno.
Nos cursos preparatórios,
os professores são diferentes. Eles são mais motivados, entusiasmados e
animados. Geralmente, ensinam através de brincadeiras, os docentes relacionam
conteúdo com musicas, piadas etc. Essa abordagem não deixa de fora o conhecimento.
Pelo contrário, as informações são muitas, tratadas com bastantes exercícios.
Desse modo, o ensino se caracteriza pela técnica, tendo emvista quehá
explicação e exercício da maneira contínua. O questionamento desses cursos é
que o aluno fica condicionado pelos professores, os estudantes dão respostas
prontas. Eles não são levados a pensar, raciocinar de maneira crítica. O
objetivo dos cursos é aprovar o aluno, seja no vestibular, seja no concurso
público. Portanto, esses docentes possuem um perfil distinto, são mais objetivos,
pragmáticos e focados. Preocupam-se mais com a disciplina.
Histórias negativas que
envolvem professores são muitas. Há profissionais que não se adaptam a escola,
não conseguem ministrar aulas. Dessa forma, eles vão para outra profissão, como
motorista, confeiteiro, funcionário público etc. É comum relatos desse tipo,
muitas vezes eles são contados pelos próprios professores. Parece
contraditório, já que alguns docentes que contam essas histórias continuam na
educação. Muitos deles até se aposentam. Os relatos negativos servem para o
estudante de licenciatura pensar a profissão. Eles veem acompanhados de
perguntas como: “é isso mesmo que você quer?” ,“ Tem certeza que você quer ser
professor?”. Logo, a educação se mostra como um desafio, no qual é necessária certeza de que se quer exercê-la, para ser um
profissional digno.
Diante de tudo isso, a
escola almejada se encontra naquelas experiências, que são dinâmicas, didáticas
e técnicas. Portanto, a educação pode dialogar com estratégias distintas de
aprendizagem, para que possa atingir todos os alunos.
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